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História

  • Jan 28 / 2015
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História

 

Melo

 

Um pouco de história…

 

Soeiro Raimundo, em 1191, participou na conquista da Terra Santa entrando, em Jerusalém, pelo lado designado por Merlo. Ao ter ficado notabilizado por tal feito, depois de regressar a Portugal instalou-se na quinta que apelidou de Merlo, cuja evolução etimológica do termo veio a originar a designação de Melo. Aqui foi construído o Paço e desde 1204, se foi povoando.

 

Soeiro Raimundo veio a ser Alferes-Mor, no reinado de D. Afonso II, assim como Mem Soares de Melo, no tempo de D. Afonso III, participou na conquista de Faro e de outras terras do Algarve.

 

A Estêvão Soares de Melo, que esteve com o Infante D. Henrique na dura refrega de Ceuta, foi-lhe concedido o título de “Senhor de Melo”, no tempo de D. João I.

 

Martim Afonso de Melo veio a ser Guarda-Mor de D. Duarte e de D. Afonso V, assim como Alcaide-Mor de Olivença.

 

Os domínios da Casa de Melo estendiam-se a Celorico, a Linhares, a Sardaça, a Gouveia, a Penamacor, ao Sabugueiro e a Seia. Do Paço de Melo irradiaram muitas famílias nobres: Duques do Cadaval, Marqueses de Ferreira, de Pombal, da Graciosa, os Condes de S. Lourenço, da Atouguia, de Olivença…

 

  1. Manuel I concedeu-lhe o Foral, em 19 de Junho de 1515, sendo concelho até à Reforma Administrativa de 1836.

 

O Pelourinho, símbolo da autonomia administrativa e judicial, está assente em 4 degraus, de base poligonal, de fuste chanfrado e de remate pontiagudo, com esfera armilar.

 

 

Melo é terra de outros grandes pergaminhos monumentais.

 

Em frente ao Pelourinho, ainda lá está a “Domus Municipalis”, a antiga casa da Câmara, onde um dos cunhais ostenta o brasão de Melo, tendo ao meio o escudo das armas nacionais, e uma árvore em cada lado, com um melro em cima.

 

Muito perto, encontra-se a capela de Nossa Senhora da Conceição, com traços renascentistas, e também referenciada, erradamente, por Capela de Santa Marta.

 

A Igreja Matriz apresenta sobre o pórtico, o brasão dos Melos, e quase no vértice da frontaria, a inscrição com a data da construção – 1668 – (Nesta data se fizeram as pazes). a mesma do fim da guerra da Restauração. Todavia, existem ali sepulturas, que vão de 1500 a 1614 (entre elas a de Bernardo Botelho) com data de 1610, o que leva a concluir, que neste mesmo local, se erguia, ali, a primitiva Igreja Matriz.

 

A Igreja da Misericórdia tem assinalada a data da construção de 1576, assim como o nome do construtor, na aduela fecho, ou seja, no remate do pórtico. No retábulo do altar-mor, podemos ver nas três tábuas centrais, datadas de 1593: a Anunciação, a Visitação e a Adoração.

 

O Paço de Melo, onde ainda se vislumbram as ruínas da Torre e de uma velha Igreja, atesta diferentes marcas arquitectónicas. Na verga do portal da capela pode ler-se a inscrição:

 

 

1626

 

(OSPMANOELOLIVEIRAFREIREMANDOVFAZERESTAOBRA)

 

 

  1. Maria Borges Teixeira, religiosa do convento de Chelas, fundou o Convento, que inicialmente se instalou na antiga ermida de Nossa Senhora do Couto, através do Núncio Apostólico, concedida, em 22 de Junho de 1539. As casas desta ermida foram cedidas, para tal fim, por sua prima D. Isabel Teixeira, viúva de Estêvão Soares de Melo, e no ano de 1540, as obras já estavam capazes de receberem as freiras.

 

 

Melo, terra natal do ilustre escritor Vergílio Ferreira, há muitas décadas, que se devota abnegadamente em prol do altruísmo, fundando a Associação Humanitária dos Bombeiros de Melo.

 

Os estatutos foram aprovados por alvará do Governador Civil do Distrito da Guarda, em 31 de Março de 1937, muito embora a sua fundação remonte a 1936.

 

 

Nascem os Bombeiros Voluntários de Melo

 

Foi em 1933, que começou a despontar o entusiasmo para a criação duma corporação de Bombeiros. Em 1934 o sonho torna-se realidade.

 

E assim em 1936, no dia 17 de Fevereiro, na sede provisória da Associação, foi dada posse, pela Comissão Organizadora dos Bombeiros de Melo (José dos Santos Pinho, António de Brito Júnior e Bernardo Tavares), aos membros da Direcção, assim como ao Comandante e Chefes de Secção (nomeados por eleição).

 

Para que conste, aqui ficam os seus nomes e cargos:

 

Direcção:

 

Presidente – António Cândido Rodrigues

 

Vice-Presidente – Roberto Tavares

 

Tesoureiro – César Cândido Ferreira

 

Secretário – César Augusto Galante.

 

 

O comando activo, ficou entregue a:

 

1º Comandante – José dos Santos Pinho

 

2º Comandante – António de Brito Júnior

 

Chefe de Bomba – Bernardo Tavares

 

Chefe de Material – António Tenreiro Júnior

 

 

Começam desde logo as preocupações. Há que apetrechar a corporação. É adquirida uma bomba manual. Depois a secção é reforçada com mais uma bomba manual, esta com capacidade para duas agulhetas. Pouco depois, é também adquirido um carro manual, para transporte de material indispensável à extinção de incêndios.

 

A Corporação, graças a várias iniciativas, expande-se.

 

O material existente é pouco e não oferece condições, para uma rápida intervenção. Urge solucionar o problema! E assim, no dia 18 de Abril de 1938, é adquirido um pronto-socorro. Faziam então parte da Direcção: Carlos Forte Corte-Real, António Maria Ponty-Oliva, César Cândido Ferreira e Augusto Mimoso.

 

Em 1944, a Direcção composta por: dr. Mário Gomes Figueira, Cassiano Lopes, Manuel dos Santos Governo e Fernando dos Santos Silva, adquiriu várias peças de material, das quais se destacam, três absorvos, no valor de vários milhares de escudos.

 

E a vontade de fazer cada vez mais e melhor, não pára.

 

Em 1946, a então Direcção composta por: Manuel Augusto de Oliveira, Luciano dos Reis Monteiro e Fernando dos Santos Silva, adquire fardamento para todo o corpo activo, que então era composto por 22 bombeiros.

 

Em 25 de Fevereiro de 1948, a Direcção constituída por: Virgílio António de Oliveira, Luciano dos Reis Monteiro, Fernando dos Santos Silva, desloca-se ao Porto, acompanhada do 1º comandante António Santos Pinho, e adquire um grupo de moto-bomba, marca D.K.W. E seus acessórios.

 

Em 1949, a Direcção constituída por: César Cândido Ferreira, César Augusto Galante, Fernando dos Santos Silva e Fernando Rodrigues, adquire um tanque de lona, com capacidade para mil litros; uma bomba de chaminé; capacetes para parte do corpo activo. Tudo no valor de vários milhares de escudos.

 

E não ficaram por aqui. Esta Direcção adquire à Casa dos Senhores Condes de Mangualde, terreno para ser edificado o futuro quartel.

 

O quartel foi erigido.

 

Tudo o que atrás fica escrito, foi um pouco do que se fez. Muito mais foi realizado até aos dias de hoje. Mas, muito mais se há-de

Todos os sonhos serão realizados.

O futuro é hoje…

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